Dra. Sabrina Chammas – Oftalmologista em Ribeirão Preto

O ceratocone é uma doença ocular que afeta diretamente a córnea — a lente transparente que recobre a parte frontal do olho. Quando essa estrutura começa a afinar e se projetar para frente, assumindo o formato de um cone, a visão fica distorcida e embaçada.

Essa condição é progressiva e, se não for acompanhada corretamente, pode evoluir rapidamente, principalmente em pacientes jovens. Por isso, o diagnóstico precoce e o tratamento personalizado com um médico especialista em córnea são fundamentais para evitar perda visual significativa.

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Curvatura da córnea no ceratocone

Quem é a Dra Sabrina Chammas?

Sou médica, oftalmologista em Ribeirão Preto, especializada em córnea e doenças externas, com foco no diagnóstico e tratamento do ceratocone.

Atuo de forma individualizada e personalizada, avaliando cada caso com atenção para indicar o tratamento mais adequado — seja com lentes de contato especiais, crosslinking corneano ou implantes de anel intraestromal.

Meu objetivo é preservar a visão e a qualidade de vida dos pacientes, oferecendo acompanhamento completo, desde o diagnóstico até o controle da evolução da doença.

Com atualização constante e atenção aos detalhes, busco proporcionar resultados seguros e eficazes para cada pessoa que confia em meu cuidado.

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Dra Sabrina Chammas

O que dizem os pacientes:

O que é Ceratocone?

O ceratocone é uma doença progressiva e não inflamatória da córnea. Sua principal característica é o afinamento gradual e a deformação dessa estrutura, o que leva à sua curvatura irregular, dificultando a passagem correta da luz até a retina. A condição costuma surgir na adolescência ou no início da vida adulta e pode evoluir de forma variável.

Embora suas causas exatas ainda não sejam totalmente conhecidas, há uma relação genética e comportamental bem estabelecida. Segundo a AAO (Academia Americana de Oftalmologia) cerca de 1 em cada 10 pacientes com ceratocone têm um dos pais com a doença. Coçar os olhos com frequência é um dos principais fatores de risco, podendo acelerar sua progressão e deve ser evitado por quem tem predisposição à doença.

ceratocone
Representação esquemática da córnea no ceratocone

Sintomas do Ceratocone

Nos estágios iniciais, o ceratocone pode passar despercebido. Muitos pacientes descobrem a condição apenas em consultas de rotina, quando notam que os óculos não corrigem mais a visão com eficácia. Entre os sintoms mais comuns, destacam-se:

  • Visão borrada ou distorcida;

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  • Aumento frequente do grau dos óculos;

  • Sensibilidade à luz (fotofobia);

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  • Visão dupla ou com sombras;

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  • Dificuldade para enxergar à noite;

  • Fadiga ocular e necessidade de apertar os olhos para ver melhor.

Quando não diagnosticado precocemente, o ceratocone pode evoluir rapidamente e comprometer de forma severa a visão.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico do ceratocone é feito por meio de exames específicos que analisam a curvatura, a espessura e a integridade da córnea. Entre os principais exames estão:

  • Topografia corneana: mapeia a superfície da córnea e detecta áreas de protrusão e irregularidades.

  • Tomografia de córnea (Pentacam ou Galilei): fornece uma visão tridimensional da córnea e permite avaliar espessura, curvatura e elevações.

  • Paquimetria: mede a espessura da córnea, essencial para identificar o afinamento característico da doença.

  • Refratometria e Ceratometria: ajudam a avaliar o grau de astigmatismo irregular.

  • Biomicroscopia: permite observar sinais clínicos do ceratocone em lâmpada de fenda.

Com esses exames, é possível identificar o ceratocone mesmo antes que os sintomas se tornem evidentes, permitindo traçar o plano de tratamento mais adequado.

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PENTACAM

Tratamentos disponíveis para o ceratocone

O tratamento do ceratocone pode ter dois objetivos principais: frear a evolução da doença e melhorar a qualidade da visão. Cada paciente exige uma abordagem personalizada, conforme o estágio da condição e suas necessidades visuais.

1.Tratamentos para estabilizar a progressão do ceratocone

– Crosslinking corneano

O crosslinking é o único procedimento comprovadamente eficaz para interromper a progressão do ceratocone. Ele fortalece a estrutura da córnea por meio da aplicação de riboflavina (vitamina B2) ativada por luz ultravioleta A, promovendo a formação de novas ligações entre as fibras de colágeno corneano.

 Isso aumenta a rigidez da córnea e impede que ela continue se deformando.

Esse é um procedimento realizado em centro cirúrgico, com anestesia tópica e ambiente estéril. Após o procedimento, o paciente usa uma lente de contato terapêutica por alguns dias, além de colírios antibióticos e anti-inflamatórios.

2.Tratamentos para melhorar a qualidade da visão

– Adaptação de lentes de contato

As lentes de contato são fundamentais para melhorar a visão em pacientes com ceratocone, principalmente quando os óculos já não corrigem adequadamente as distorções causadas pela córnea irregular.

Existem diversos tipos de lentes para ceratocone, e a escolha depende do estágio da doença, formato da córnea e adaptação do paciente:

  • Lentes gelatinosas especiais: indicadas para casos iniciais, oferecem conforto, mas com menor capacidade de corrigir a irregularidade corneana.

  • Lentes rígidas gás-permeáveis (RGP): moldam a córnea e proporcionam excelente qualidade visual. Requerem adaptação cuidadosa.

  • Lentes híbridas: combinam um centro rígido com uma borda gelatinosa.  Unem qualidade visual das RGPs ao conforto das lentes gelatinosas.

  • Lentes esclerais: maiores que as lentes convencionais, apoiam-se na esclera (parte branca do olho) e não tocam diretamente a córnea. Ideais para casos mais avançados e córneas muito irregulares.

A adaptação correta exige acompanhamento especializado para garantir conforto, boa visão e prevenção de complicações.

Lente de contato

– Anel intraestromal

O anel intraestromal é um pequeno implante semicircular inserido no interior da córnea. Sua função é regularizar a curvatura corneana. Sendo assim, ele não interrompe a progressão da doença, mas melhora a geometria da córnea e, com isso, a qualidade visual.

Diferente do crosslinking, que busca estabilizar a doença, o anel é um tratamento voltado à reabilitação visual. Ele pode permitir, inclusive, o uso de óculos ou lentes gelatinosas em casos em que antes só era possível o uso de lentes rígidas ou esclerais.

O procedimento é minimamente invasivo e, na maioria dos casos, realizado com o laser de femtosegundo e o retorno visual ocorre geralmente em poucos dias.

– Transplantes de córnea: Última opção nos Casos Avançados

O transplante de córnea é reservado para os casos mais avançados de ceratocone — quando há cicatrizes corneanas, opacidades centrais, quando a deformidade e o afinamento da córnea são tão intensos que impedem qualquer reabilitação visual com lentes de contato, anel intraestromal ou outras intervenções menos invasivas.

Existem dois tipos principais de transplante utilizados no tratamento do ceratocone:

1. DALK (Deep Anterior Lamellar Keratoplasty)

É um transplante parcial que substitui as camadas anteriores da córnea, preservando o endotélio (camada interna). Essa técnica tem a vantagem de apresentar menor risco de rejeição, uma vez que a parte mais imunologicamente sensível do olho permanece intacta. É a cirurgia ideal para casos em que o endotélio está preservado — o que ocorre na maioria dos ceratocones, mesmo em fases avançadas.

2. Transplante penetrante (PK – Penetrating Keratoplasty)

Neste procedimento, todas as camadas da córnea são substituídas. É indicado quando há cicatrizes profundas, opacidades centrais ou falha prévia de um transplante lamelar. Embora seja eficaz, o transplante penetrante tem maior risco de rejeição e complicações como infecção, descompensação do enxerto e astigmatismo elevado no pós-operatório.

Transplante corneano

Complicações e Durabilidade dos transplantes

Apesar de seguros quando bem indicados, os transplantes de córnea são procedimentos de maior complexidade e apresentam riscos que precisam ser considerados:

  • Rejeição imunológica do enxerto;

  • Infecções pós-operatórias;

  • Astigmatismo irregular significativo;

  • Falência do transplante com o passar dos anos.

A duração média de um transplante de córnea varia de 10 a 15 anos, podendo variar conforme o tipo de cirurgia, resposta individual do paciente e cuidados pós-operatórios. Após esse período, pode haver necessidade de um novo procedimento.

Por isso, os transplantes são sempre considerados a última alternativa terapêutica, usados apenas quando todas as demais opções foram esgotadas. A boa notícia é que, com diagnóstico precoce e acompanhamento adequado, é possível evitar essa etapa na grande maioria dos casos.

Olho transplantado

Como é o pós-operatório dos principais procedimentos?

Pós-operatório do Crosslinking

Após o crosslinking, o paciente geralmente utiliza uma lente terapêutica por alguns dias para proteção da córnea. É comum sentir desconforto, sensibilidade à luz e lacrimejamento nas primeiras 48 a 72 horas. O repouso visual é essencial nesse período. O retorno gradual da visão ocorre ao longo de algumas semanas. O uso de colírios antibióticos e anti-inflamatórios é obrigatório, bem como os retornos para reavaliação.

Pós-operatório do Anel intraestromal

O pós-operatório do implante de anel é, em geral, tranquilo. A visão pode flutuar nos primeiros dias, mas tende a melhorar gradualmente. O retorno às atividades costuma acontecer em poucos dias, com restrições específicas que explico detalhadamente a cada paciente. O uso de colírios e o controle rigoroso da resposta inflamatória são fundamentais para o sucesso do procedimento.

Por que não adiar o tratamento?

O ceratocone é uma doença silenciosa, mas com potencial de progressão rápida. Quanto antes for diagnosticado, maiores são as chances de manter a visão sem procedimentos invasivos. Em jovens e adolescentes, a progressão tende a ser mais acelerada, tornando o acompanhamento especializado ainda mais essencial.

Adiar o tratamento pode resultar em perda visual significativa, perda da janela ideal para interromper a progressão com o crosslinking e necessidade precoce de transplante. A boa notícia é que, com o acompanhamento adequado, é possível preservar a visão por muitos anos e evitar procedimentos mais complexos.

Por que realizar seu acompanhamento comigo?

Sou a Dra. Sabrina Chammas, médica oftalmologista com subespecialização em córnea, área que estuda e trata precisamente doenças como ceratocone. Isso me capacita a tratar todas as fases do ceratocone com segurança, conhecimento técnico e atualização científica.

Estou apta a oferecer:

  • Diagnóstico precoce com exames de última geração;

  • Adaptação de todos os tipos de lentes de contato para ceratocone;

  • Realização de crosslinking corneano;

  • Implante de anel intraestromal;

  • Indicação e realização de transplante de córnea quando necessário;

  • Plano de acompanhamento personalizado, de acordo com a evolução de cada caso.

A decisão sobre o melhor tratamento não deve ser padronizada, mas sim personalizada. Cada córnea é única, e a abordagem precisa respeitar o estágio da doença, o perfil do paciente e suas expectativas visuais.

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Dra Sabrina Chammas

Conclusão

O ceratocone não deve ser ignorado. Com diagnóstico precoce, acompanhamento especializado e uso das tecnologias disponíveis, é possível controlar sua progressão e garantir qualidade visual por toda a vida. Como especialista em córnea, estou preparada para cuidar de cada paciente com responsabilidade, precisão e acolhimento.

NÃO ESPERE OS SINTOMAS PIORAREM. O DIAGNÓSTICO PRECOCE FAZ TODA A DIFERENÇA.

Se você tem ceratocone ou suspeita da condição, agende sua consulta. Estarei ao seu lado em cada etapa do tratamento, com responsabilidade, precisão e compromisso com o melhor resultado possível para sua visão.

Leia também:

https://drasabrinachammas.com.br/oftalmologista/

https://www.aao.org/eye-health/diseases/what-is-keratoconus

https://eyewiki.org/Keratoconus

https://www.aao.org/eye-health/treatments/about-corneal-transplantation

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